O que eu faço com minha bagagem?

Essa semana eu sonhei que estava com esse problema. Era uma mochila e eu não queria correr o risco de perdê-la ou mesmo de ser roubada. Mas também não sabia o que fazer com ela e onde poderia guarda-la por algumas horas.

Acordei com essa sensação da necessidade eminente de arranjar um lugar pra minha bagagem.

Aí comecei a pensar que bagagem a gente sempre tem, mesmo que saiamos de casa de mãos abanando.

Toda nossa vivência, história, relacionamentos, pré-conceitos, costumes, mágoas, amores, dissabores, são essas bagagens que no fim, nos moldam na forma de lidarmos com o mundo.

Mas pensei na bagagem ruim. Em coisas que nos apegamos e insistimos em carregar, mas que nunca serão úteis. São apenas coisas que estão conosco pelo simples fato de que sempre estiveram, mas não ousamos perguntar o por quê!

O que você está carregando que não precisa, que pode te atrapalhar e até ser uma amarra pra impedi-lo de seguir seu caminho?

Tenho refletido sobre as bagagens que simplesmente devo deixar para trás. Talvez, se eu estiver com as mãos livres, terei oportunidades de pegar novas coisas pelo caminho!

Referenciais

Já apontou pra um lugar e deu uma referência de algo que estava por perto? “aquela pessoa ao lado da moça de óculos” ou “é logo ali, depois daquele fusca” (só uma boa desculpa pra postar essa foto desse simpático fusca 😉)

Muitas coisas servem de referenciais. Você usar como referência algo muito óbvio, banal ou comum não vai ajudar a pessoa que te ouve a ter clareza do que você quer dizer, pois você não usou um referencial que salte aos olhos no meio comum.

Mas às vezes, nos permitimos ter como referenciais da nossa vida coisas absolutamente banais, corriqueiras e massificadas, que não irão nos diferenciar de mais ninguém.

E por que isso é importante?

Os referenciais que adotamos acabam por nos formar. Nos tornamos o que somos a partir da soma de diversas referências na vida: criação familiar, educação secular, amigos, cultura, tv, tecnologias, leituras (ou a ausência dela), interesses e, enfim, o que vem a se tornar o nosso caráter.

Mas nós somos formados diariamente. Ninguém chega a um ponto da vida e diz: “agora estou pronto e não recebo mais influência de nada e nem de ninguém”.

Começa muito cedo com pais, familiares. Depois migramos pra influência dos amigos, depois dos colegas de trabalho, chefes, lideranças que nos cercam, pessoas de sucesso ou que chegaram em posições ou status que almejamos.

Pra termos clareza do que nos forma, é sempre bom ter um objeto claro, uma meta a ser conquistada. Um propósito pelo que valerá a pena correr atrás.

A partir daí podemos ser mais seletivos e buscar as coisas que estão de acordo com o propósito e irá nos levar a ciclos de crescimento.

Pequenos desafios, com conquistas intermediárias antes de grandes realizações poderão ajudar a sustentar metas mais ousadas.

Por exemplo, quando comecei a correr, eram 15 minutos por treino. Mas rapidamente aumentei pra meia hora e aos poucos em 30 minutos eu percorria cada vez mais uma distância maior. Até chegar nos 5k, o que pra mim na época foi uma grande conquista!

Por isso tudo, você mesmo pode criar seu tempo para recomeçar, repensar sobre o que de fato tem sido o seu referencial e como isso ajudará a definir quem de fato você é.

Inverte a pergunta

Somos bidirecionais. Explico: tudo que é bom, queremos pra gente. Tudo que é ruim, veio do outro ou é culpa de outra pessoa.

Nossa natureza. Nosso extinto. Pensamos e agimos assim, sem filtro.

Cada um, à sua maneira, tenta minimizar isso. Crenças, dogmas, educação…

A verdade é que sempre que surge um problema ou acontece algo que nos incomoda muito, buscamos encontrar culpados.

Eu estava pensando nisso essa semana: “Mas por que tal coisa acontece assim?”, “Por que tal pessoa agiu dessa forma?”

De repente veio à minha mente: “inverte a pergunta”.

Não resolve e não resolveu o problema. Mas mudar o ponto de vista e tentar identificar a minha parcela de culpa foi um exercício muito interessante.

Simples. Inofensivo. É você com você mesmo. Sem exposição precipitada. As ações que virão depois ficam a critério da sua própria decisão.

Será que se cultivarmos mais o “inverte a pergunta” ao invés de buscar culpados para os problemas, não poderemos resolver nossa parcela de culpa – que pode até ser um pedido de perdão (por que não?) e dessa forma mais humilde, provocar o início da mudança?

Linha do tempo

Fazer a linha do tempo da sua própria vida é uma forma bacana de refletir e provocar mudanças internas.

Buscar marcos importantes, avaliar conquistas e objetivos alcançados. Ver nos momentos de dificuldades o que aprendemos e o que nos ajudou a virar o jogo…

São inúmeros aprendizados para avaliar o momento atual e planejar o próximo passo!

“Ensina-nos a contar os nossos dias e usar bem nosso pouco tempo para que o nosso coração alcance sabedoria.”

Salmos 90:12 NBVPB

“A tua palavra é lâmpada para guiar os meus passos, é luz que ilumina o meu caminho.”

Salmos 119:105 NTLH

#reflexão #biblia #linhadotempo #aprendizados #planejamento

As veias sumiram

Li com tristeza essas palavras sobre o estado de saúde de uma pessoa muito querida.

Refletindo sobre o que isso significa, comecei a pensar sobre a vida espiritual. Sobre como muitas vezes nos tornamos “impermeáveis “ ou mesmos secos, galhos sem vida. Da mesma forma nossos sentimentos simplesmente “secam” e, como se tivessem uma autoproteção, deixam de ser absorvidos.

Isso pode acontecer em relação a pessoas que nos desiludiram, mas também em relação a Deus.

Achamos que nossa vontade tem que ser a vontade de Deus também. Mas Ele é soberano e Sua vontade não pode ser frustrada! Se Ele fizesse a vontade de cada um, de tudo que Lhe pedem, imagine o caos que seria o mundo.

O “Não” de Deus pode ser a voz dEle tentando nos ensinar algo. Tente escutar e aprender ao invés de simplesmente virar as costas e, aos poucos, permitir que suas veias sequem e que o amor não circule mais dentro de você!

Multidisciplinaridade

A gente cresce ouvindo que temos que decidir o que seremos quando crescer.

Aí crescemos, escolhemos uma faculdade e parece que essa tem que ser nossa especialidade pro resto da vida!

Em muitos casos não é isso que acontece e, cada vez mais, vemos pessoas mudando o rumo de suas carreiras em busca de significado, propósito, prazer ou até dinheiro.

De qualquer forma, me parece que a maioria apenas migra de uma especialidade para outra. Vai de algo muito específico para outro também muito específico e fechado.

Vejo que estamos num momento em que inovação parece ser a palavra da moda e ter criatividade é praticamente uma exigência.

Mas pra ser criativo precisamos aumentar nosso repertório. Temos que ter maior bagagem para combinar ideias e conceitos que irão gerar novas soluções.

Não é comum ver alguém especialista num assunto buscar conhecimentos, estudos e leituras de áreas distintas e opostas à sua área de atuação.

Ninguém consegue um resultado diferente usando a mesma receita! Temos que buscar outros parâmetros, outros fundamentos, ideias distintas das nossas imutáveis e velhas conhecidas!

Então ouse conversar com alguém que não é do seu grupinho. Leia notícias num site que você nunca entra. Folheie uma revista nova, compre um livro que você jamais imaginaria ler! Isso é aumentar o repertório.

Ao estimular seu cérebro com diversas e distintas possibilidades, você pode se surpreender com sua própria criatividade e das combinações que essa nova receita pode gerar!

A amarra invisível pode ser você mesmo!

Temos algumas premissas na vida. Coisas que fazemos por muito tempo de uma determinada forma até que passamos a acreditar que aquela é a única forma possível.

O costume, o hábito, a rotina… a gente nem para pra pensar que poderia fazer diferente.

É por isso que na Criatividade é importante esquecer. É importante reaprender pra ousar fazer diferente! Só assim vamos conseguir o famoso “pensar fora da caixa!”

Mas se é difícil perceber a influência de uma pessoa, imagina perceber a auto sabotagem!

Pois é aí que entram duas variáveis importantes para nos ajudar: os gatilhos e a calibragem do olhar.

O gatilho vai te trazer pra realidade de questionar você mesmo e a calibragem do olhar, vai fazer você mudar o ponto de vista.

E uma das formas de aplicar o gatilho e a calibragem ao mesmo tempo é através da escuta ativa, ou seja, abrir os ouvidos para novas opiniões sem se preocupar com o que vai responder, mas somente para conhecer de verdade novos pontos de vista.

Ao se provocar neste exercício, não obrigatoriamente você vai mudar de opinião, mas poderá ter uma nova visão da sua própria atitude e com habilidade pra realizar ajustes que forem necessários.

Como tudo na vida, dá trabalho! Mas o autodesenvolvimento e o aprendizado interno são ganhos sem medida, e que sempre só poderão ser executados por você mesmo!

Amarras invisíveis

Não é nada que dê pra enxergar. É abstrato, mas está lá te segurando.

Pensando muito em coragem, cheguei a refletir que não é só dela que a gente precisa pra ousar fazer algo.

De forma consciente e inconsciente somos influenciados em nossas decisões, em nossa forma de agir e até de pensar.

Isso é normal! No livro “Você é Criativo Sim Senhor”, Henrique Szklo nomeia isso como a síndrome do “Pedrão Rei” – que é um nome criativo para o nosso instinto de ser bem aceito no grupo em que estamos. Ele nos faz agir como o grupo age ou espera que a gente aja.

Só vira um problema quando isso nos afeta de tal forma que não conseguimos reagir, ou pior, quando não percebemos que isso está nos afetando.

Se você estiver passando por algo parecido, talvez não perceba no momento. Provavelmente, se alguém te disser isso, a negação será a primeira reação.

Pra ser um processo de auto conscientização, em geral virá somente após uma desilusão, desencontro ou desentendimento com essa pessoa ou grupo de interdependência.

Mas é possível fazer uma auto análise dos relacionamentos de forma proativa também. Se sentir que algo te amarra e impede de seguir, pode ser o momento de reavaliar suas atitudes.

O que seu “Pedrão Rei” faz em sua mente pra você ficar “bem na foto” mas de mal com você mesmo e te mantendo

longe dos seus objetivos?

Se tiver que reagir, reaja! Antes que você esteja tão amarrado que não consiga mais voltar atrás.

Quando seu momento de vida está 100% alinhado com seu trabalho

Eu comecei uma caminhada pessoal de transformação há alguns meses atrás.

Comecei apenas pensando em criatividade e como fazer algum curso que expandisse esse meu potencial.

Fiz um curso de Reaprendizagem Criativa (pela Keep Learnig School) e foi muito mais do que o nome diz. Foi o gatilho pra uma redescoberta interna.

Comecei a entender que precisava liberar bloqueios mentais, a ter mais coragem e atitude pra agir.

Junto com o curso comecei uma maratona de leitura de livros. Assim o olhar mudou e a atitude também.

O mindset tinha sido alterado. Era uma jornada sem volta!

Nesse ínterim, muitas coisas estavam acontecendo ao meu redor no meu trabalho.

A atitude e a coragem recauchutadas no processo que eu tinha acabado de passar fizeram diferença para eu também embarcar no processo de mudança do meu dia a dia na Vivo, atuando em frentes de Design Thinking no polo de inovação da companhia, a diretoria da qual faço parte: BI & Big Data!

Hoje começamos um processo interno incrível, com uma equipe super engajada e que com certeza trará muito resultado a curto e médio prazo!

E o resumo de tudo isso é satisfação! Pessoal e profissional!

Um dia isso foi um campo!

Todas as grandes coisas um dia começaram pequenas ou foram transformadas!

Pensei nisso hoje quando algumas ideias surgiram na minha cabeça.

Nenhum prédio alto começou com dezenas de andares. Nenhuma metrópole começou super habitada.

Meu processo quase diário de escrever tem me ajudado a organizar pensamentos e ideias. A pensar em outros ambientes e realidades. A virar páginas de ciclos concluídos com clareza e estabelecer metas, processos e prioridades para o futuro.

Afinal nada surge do nada. Um dia após o outro até que o objetivo seja finalmente alcançado.

Tá aí o centro de SP pra trazer inspiração de transformação, de construção e crescimento.

Estabeleça metas, mas pense no início dele: a base, a estrutura, os pequenos tijolos que precisam ser colocados. Se tiver uma boa fundação, o crescimento será consequência!

E sempre bom lembrar: “Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando.”

Salmos 127:1