Inverte a pergunta

Somos bidirecionais. Explico: tudo que é bom, queremos pra gente. Tudo que é ruim, veio do outro ou é culpa de outra pessoa.

Nossa natureza. Nosso extinto. Pensamos e agimos assim, sem filtro.

Cada um, à sua maneira, tenta minimizar isso. Crenças, dogmas, educação…

A verdade é que sempre que surge um problema ou acontece algo que nos incomoda muito, buscamos encontrar culpados.

Eu estava pensando nisso essa semana: “Mas por que tal coisa acontece assim?”, “Por que tal pessoa agiu dessa forma?”

De repente veio à minha mente: “inverte a pergunta”.

Não resolve e não resolveu o problema. Mas mudar o ponto de vista e tentar identificar a minha parcela de culpa foi um exercício muito interessante.

Simples. Inofensivo. É você com você mesmo. Sem exposição precipitada. As ações que virão depois ficam a critério da sua própria decisão.

Será que se cultivarmos mais o “inverte a pergunta” ao invés de buscar culpados para os problemas, não poderemos resolver nossa parcela de culpa – que pode até ser um pedido de perdão (por que não?) e dessa forma mais humilde, provocar o início da mudança?

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