Arquivo mensal: abril 2018

Referenciais

Já apontou pra um lugar e deu uma referência de algo que estava por perto? “aquela pessoa ao lado da moça de óculos” ou “é logo ali, depois daquele fusca” (só uma boa desculpa pra postar essa foto desse simpático fusca 😉)

Muitas coisas servem de referenciais. Você usar como referência algo muito óbvio, banal ou comum não vai ajudar a pessoa que te ouve a ter clareza do que você quer dizer, pois você não usou um referencial que salte aos olhos no meio comum.

Mas às vezes, nos permitimos ter como referenciais da nossa vida coisas absolutamente banais, corriqueiras e massificadas, que não irão nos diferenciar de mais ninguém.

E por que isso é importante?

Os referenciais que adotamos acabam por nos formar. Nos tornamos o que somos a partir da soma de diversas referências na vida: criação familiar, educação secular, amigos, cultura, tv, tecnologias, leituras (ou a ausência dela), interesses e, enfim, o que vem a se tornar o nosso caráter.

Mas nós somos formados diariamente. Ninguém chega a um ponto da vida e diz: “agora estou pronto e não recebo mais influência de nada e nem de ninguém”.

Começa muito cedo com pais, familiares. Depois migramos pra influência dos amigos, depois dos colegas de trabalho, chefes, lideranças que nos cercam, pessoas de sucesso ou que chegaram em posições ou status que almejamos.

Pra termos clareza do que nos forma, é sempre bom ter um objeto claro, uma meta a ser conquistada. Um propósito pelo que valerá a pena correr atrás.

A partir daí podemos ser mais seletivos e buscar as coisas que estão de acordo com o propósito e irá nos levar a ciclos de crescimento.

Pequenos desafios, com conquistas intermediárias antes de grandes realizações poderão ajudar a sustentar metas mais ousadas.

Por exemplo, quando comecei a correr, eram 15 minutos por treino. Mas rapidamente aumentei pra meia hora e aos poucos em 30 minutos eu percorria cada vez mais uma distância maior. Até chegar nos 5k, o que pra mim na época foi uma grande conquista!

Por isso tudo, você mesmo pode criar seu tempo para recomeçar, repensar sobre o que de fato tem sido o seu referencial e como isso ajudará a definir quem de fato você é.

Inverte a pergunta

Somos bidirecionais. Explico: tudo que é bom, queremos pra gente. Tudo que é ruim, veio do outro ou é culpa de outra pessoa.

Nossa natureza. Nosso extinto. Pensamos e agimos assim, sem filtro.

Cada um, à sua maneira, tenta minimizar isso. Crenças, dogmas, educação…

A verdade é que sempre que surge um problema ou acontece algo que nos incomoda muito, buscamos encontrar culpados.

Eu estava pensando nisso essa semana: “Mas por que tal coisa acontece assim?”, “Por que tal pessoa agiu dessa forma?”

De repente veio à minha mente: “inverte a pergunta”.

Não resolve e não resolveu o problema. Mas mudar o ponto de vista e tentar identificar a minha parcela de culpa foi um exercício muito interessante.

Simples. Inofensivo. É você com você mesmo. Sem exposição precipitada. As ações que virão depois ficam a critério da sua própria decisão.

Será que se cultivarmos mais o “inverte a pergunta” ao invés de buscar culpados para os problemas, não poderemos resolver nossa parcela de culpa – que pode até ser um pedido de perdão (por que não?) e dessa forma mais humilde, provocar o início da mudança?