Arquivo mensal: maio 2019

Vaso de Barro

Essa foto é de 2011. Tive a oportunidade de visitar uma olaria e poder usar a roda do oleiro, amassar o barro, entender como ele é tratado antes de ser trabalhado na roda e ainda vivenciar a experiência de modelar o barro até vê-lo formado, algo que eu mesma moldei depois de muitos erros e poucos acertos, rs… mas depois foi pro forno e hoje está guardado em algum canto lá de casa.

Essa vivência traz muitos aprendizados, pensando em todos os paralelos que a Bíblia faz da nossa vida com o barro nas mãos do oleiro: Deus!

Foi por causa de uma pregação que ouvi há alguns dias que fui procurar essa foto e tentei trazer à memória o que tinha vivenciado há tantos anos.

Mas foi no finalzinho do livro “Contentamento” da Nancy Wilson (que comentei aqui há poucos dias) que me saltou aos olhos um outro texto sobre o caso do barro e nossas vidas:

“Agora nós mesmos somos como vasos frágeis de barro que contêm esse grande tesouro. Assim, fica evidente que esse grande poder vem de Deus, e não de nós.”

2Coríntios 4:7 NVT

Temos dentro de nós um grande tesouro, mas tudo que somos vem somente de Deus. Por nós mesmos nada podemos fazer!

Essa perspectiva traz paz e contentamento! Afinal, saber que o Criador do Universo está no controle de tudo e ainda vive em nós que somos frágeis como o barro, é o melhor conforto que pode existir! Nós só temos que abrir mão de quem somos e estar dispostos a fazer a vontade dEle!

Os Meus planos não são os seus planos

Tenho estudado muito sobre bloqueios criativos. E ao estudar isso eu percebi que ninguém é bloqueado por um dia feliz, por uma boa experiência ou por algo que gostou muito de fazer.

O bloqueio normalmente vem de um trauma. De uma tristeza. De uma frustração. De uma desilução. De uma tentativa que não deu certo.

Pode ter gerado uma humilhação ou reprovação de quem está perto. Uma vergonha diante de pessoas que você jamais gostaria de ter sido exposto.

E aí, depois desta vivência, depois de perder aquilo que tinha certeza que daria certo, que era o melhor a fazer ou mesmo que era a única coisa a ser feita…

Depois disso, a gente costuma reagir praguejando e dizendo: “Nunca mais eu passo por isso…”. ou “Nunca mais vou fazer tal coisa…”

Foi aí eu percebi que existe o bloqueio do “Nunca mais…” Mas quanta coisa dá errado na primeira tentativa, na segunda, mas na terceira ou quarta a gente acerta?

Se tivesse desistido de andar depois do primeiro tombo? Ou desistido de dirigir depois da primeira vez que deixou o carro morrer… ou tantas outras coisas que temos tolerância aos próprios erros?

E por que com outros determinados erros a gente não se permite? Será que é por que vimos outros que conseguiram na primeira tentativa (ou pelo menos nós achamos isso) e aí a comparação nos constrange e nos humilha?

O “nunca mais” é uma porta que a gente fecha. O “nunca mais” é definitivo demais pra que a gente se auto limite. O “nunca mais” fecha as portas para os propósitos de Deus. O “nunca mais” pode nos afastar das melhores oportunidades da nossa vida!

Depois de cair, ser humilhado e machucado em determinada situação, da próxima vez que passar por algo semelhante, a gente vai diferente. A gente já aprendeu com o erro. A gente já cresceu. A gente pode ajudar alguém que está passando pela mesma situação. A gente pode se surpreender com a nossa propria reação!

E cuidado, porque o “nunca mais” pode ser sinônimo de orgulho!

Em Tiago está escrito: “Contudo, ele generosamente nos concede graça. Como dizem as Escrituras: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês.”

Tiago 4:6-7 NVT

Eu não quero que Deus se oponha a mim por ser orgulhosa e por isso começo a pensar para quais coisas eu tenho dito “nunca mais…”

E você, o que precisa mudar em você mesmo para ter a graça de Deus? Se submeter não é algo que fazemos com tranquilidade, mas é diante de Deus! Então por isso não é preciso temer!

O Contentamento e a Criatividade

Depois de começar a exercitar a Criatividade, a gente começa a enxergar possibilidades em todo lugar… esse texto é prova disso…

Contentamento é estar satisfeito com o que tem, sem ficar constantemente querendo algo a mais.

Jesus ensinou isso no sermão do monte:

“Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? O que vamos vestir?’. Essas coisas ocupam o pensamento dos pagãos, mas seu Pai celestial já sabe do que vocês precisam.”

Mateus 6:31-32 NVT

Mas como ficar contente hoje em dia com tantas opções de coisas para comer e/ou vestir?

Esse é o questionamento e a reflexão levantada pela Nancy Wilson no livro “Contentamento”.

O que me chamou a atenção foi uma das formas que ela sugere para resolver essa questão: com CRIATIVIDADE!

Temos muito no guarda-roupa e na geladeira. Mas como temos reagido ao olhar para as nossas coisas? Insatisfação, tristeza, falta de saciedade? Comparação incessante com quem tá perto da gente ou longe, mas que na foto mostra aquilo que você deseja!

Encher a geladeira e o guarda-roupa não nos deixarão contentes, pois a saciedade não vem do transbordamento dessas coisas.

Nosso verdadeiro contentamento só pode vir de Deus. Da profunda satisfação da vontade dEle.

E a criatividade entra como uma solução da forma para usar melhor a geladeira e o guarda-roupa. Afinal, exercendo a criatividade, podemos criar diferentes formas do que fazer com o que se tem à mão, sem reclamar e com contentamento!

O texto bíblico que coloquei acima conclui da seguinte forma:

“Busquem, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará suas próprias inquietações. Bastam para hoje os problemas deste dia.”

Mateus 6:33-34 NVT

Inclusive esse livro “Contentamento” é muito bom! Ainda não terminei de ler, mas gostei até aqui e recomendo!

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Sempre foi assim…

Ultimamente venho pensando em muitos bloqueios emocionais que foram gerados ao longo da minha vida.

Uma forma de resguardar sentimentos, outra de se auto proteger de pessoas, de situações desagradáveis…

E de repetente tenho um mar de padrões tóxicos perambulando na mente e definindo o que faço e o que não faço, influenciando nas decisões que eu tomo, enfim, esses padrões passam a definir quem eu sou

Parece que é porque sempre foi assim. Só que isso não define o futuro, como ele será! Faz parte do passado e o futuro ainda não foi “padronizado”

Em Romanos 12:2 está escrito: “Não imitem o comportamento e os costumes deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma mudança em seu modo de pensar, a fim de que experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para vocês.” NVT

E eu sempre penso que essa mudança no modo de pensar é a gente clamar a Deus por uma renovação de padrões. Que venham sobre nós os padrões de Deus e não perpetuem mais os nossos!

Porque afinal de contas, as coisas não precisam “ser sempre assim”